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Secretário Geral da CNBB percorre comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul

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Após percorrer a região sul do Estado de Mato Grosso do Sul em visita as comunidades indígenas Guarani Kaiowá, Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atenderá a imprensa na Cúria da Arquidiocese de Campo Grande nesta terça-feira (31/01/2012), às 15h.

Em visita ao tekoha Kurusu Amba, no município de Coronel Sapucaia. O religioso verificou que os Kaiowá de Kurusu Amba sofrem ainda com o veneno jogado nas plantações de soja, que contamina a água e o solo, bem como a falta de alimentos para a comunidade e escola para as crianças. ''A situação e de desamparo e violência. Pelo constatado, a origem de todos os problemas esta na falta de andamento dos processos de demarcações de terras tradicionais e na ausência de políticas publicas'', declarou Dom Leonardo.

Tal realidade foi observada por Dom Leonardo em outras duas áreas de retomadas: tekoha Laranjeira Nhanderu, em Rio Brilhante, e tekoha Guaiviry, em Aral Moreira. Em Laranjeira, os Guarani Kaiowá estão sob ordem de despejo, a ser nos próximos dez dias. Dom Leonardo ouviu dos indígenas que a comunidade decidiu pela permanência, pois cansou de ver indígenas morrerem nos acampamentos a margem da rodovia - local para onde devem voltar caso sejam despejados.

"A Igreja precisa olhar para nossos irmãos indígenas. Vamos nos movimentar nesse sentido, porque não e possível aceitarmos tal situação. Os indígenas precisam de suas terras para viver o próprio modo de vida e praticar sua cultura", frisou Dom Leonardo. Disse ainda ser admirável que depois de tantas décadas de violência e perseguição, os Kaiowá preservem a língua e seus modos. "Em verdade, isso e o que os mantém. Então e importante nunca abandonar as danças, as praticas religiosas tradicionais".

No tekoha Guaiviry, local onde vivia o cacique Nisio Gomes, desaparecido depois de ataque de pistoleiros em 18 de novembro do ano passado, o secretario geral da CNBB visitou o lugar wem que Nisio caiu baleado, percorreu o acampamento, visitou o rio e mostrou-se emocionado com a receptividade alegra das crianças, mesmo em meio a tantas dificuldades e violência. Os indígenas pediram a Dom Leonardo que os ajude a recuperar o tekoha.

"Foram visitas muito bonitas, profundas. Estou convencido de que não podemos mais permitir que a conjuntura do Mato Grosso do Sul para os indígenas se mantenha. A Igreja esta a disposição para contribuir. Inclusive uma das notas mais fortes que a CNBB soltou nos últimos tempos foi sobre os episódios de violência contra os indígenas", destacou Dom Leonardo em visita ao Ministério Público Federal para se interar de mais dados e informações.

O religioso recebeu também, em Campo Grande, uma comissão de lideranças Terena, povo que mantém luta semelhante aos Guarani kaiowá e que tem na demarcação de terras o principal entrave para a posse do território tradicional. No ano passado, um ônibus escolar Terena foi atacado com coquetéis molotov. Uma mulher morreu e diversas crianças ficaram gravemente feridas.

Renato Santana - CIMI





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