Mais um ministro leva o cartão vermelho, diante de uma torcida estática e abismada. Razão da indignação coletiva, a prática degenerativa no serviço público, já é motivo de passeatas e ruidosas manifestações da sociedade, se espalhando pelas ruas.
Demitir do alto escalão o servidor pilhado na prática de “lesa pátria”, se torna a ducha de água fria diante de homens e mulheres estarrecidos. Soa como a Justiça praticada, mas sabemos que os processos, investigações levadas a sério, podem atingir centenas dentro do seguimento criminoso que se instala. O crime de “lesa pátria”, ou mais popularmente conhecido como “CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA” deve ser tratado como “CRIME HEDIONDO”, com ressarcimento do tesouro, mas também com punição severa e para exemplo.
Torna-se triste escutar nas ruas, virar da esquina ou nos aglomerados mais distantes, a voz do povo clamando e se desiludindo a cada dia; a ineficácia das ações de quem tem poder, mas deixa correr solto, como se o servidor público pudesse levar a culpa pela traição de “alguns premiados por nomeações comissionadas, apenas guindados à função ou cargo pelo apadrinhamento partidário e político”; as chaves do cofre lhes caem às mãos, como também a caneta para assinar os altos contratos; saem daí dispêndios do dinheiro, produto dos impostos e taxas, com destino deslavado, como se fossem para a saúde, para os jovens e crianças no desporto. A partilha se encontra com o “ali-babá”...
Os exemplos (péssimos e de muito mau gosto...) que correm nos meios informativos (a liberdade de imprensa é o poder legitimo para denunciar as falcatruas...), a cada dia trazendo personagens graduados, envoltos nessa tramóia que parece não ter fim; a demissão do ministro responsável pelos esportes, ocorrida nesta semana não nos convence que houve punição, muito menos Justiça! Lembrar que na juventude, esperança sagrada do Brasil, os jovens desiludidos se perdem, se entregando às drogas, se destruindo, revoltados pela falta de bons exemplos...
O esporte, como meio saudável, poderia ser a mola propulsora dessa maior parcela em idade estudantil do aprendizado; em Campo Grande vemos o “elefante branco”, porem escuro do cimento armado, “Morenão”, largado às traças, onde se avaliado fosse, mais de 500 milhões jogados fora. Afronta-nos, e carece a nossa imaginação que a prática desportiva esteja relegada a “zero”, e nada se escuta de nossas autoridades sobre esse desrespeito com o POVO QUE A TUDO OBSERVA. Os recursos são distribuídos às “ong’s” do compadrio...
Que haja luz neste túnel sombrio! Que a santa indignação coletiva seja a solução, destituindo do poder todos aqueles que fazem “vistas grossas”. A solução menos traumática seja pelo voto, antes que a revolta dos inocentes cheguem às ruas de outras formas...
Arthur Jorge do Amaral – escritor, cidadão honorário de Campo Grande.
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