Arquidiocese de Campo Grande MS

RSS ARQUIDIOCESE
Você está aqui: Formação Família Casal Autocontrole. O que é?


Autocontrole. O que é?

E-mail Imprimir PDF

O autocontroleO autocontrole constitui um tema frequente nas conversas do dia a dia, quando se fala de educação de crianças ou, ainda, quando se enfoca o comportamento moral, por exemplo. No entanto, pode-se falar dele com referência a qualquer comportamento já que é possível considerá-lo como escolha: ou isto ou aquilo.

O problema começa quando se pretende entender o que é autocontrole. Normalmente as pessoas entendem autocontrole como uma característica pessoal, de personalidade, no sentido de que alguns o têm e outros não. O autocontrole é visto como sinônimo de força de vontade, capacidade de enfrentamento, ter um poder interior, conseguir resistir às tentações, ser emocionalmente forte, etc.

Estas definições, no entanto, não ajudam muito na análise de qualquer comportamento, pois, se é uma força interior ou algo parecido, porque é que às vezes funciona e outras não? Se é algo que a pessoa tem, porque o autocontrole é diferente em diversas situações de sua vida ou mesmo em fases da vida?

A análise do comportamento entende que o autocontrole é um comportamento que precisa ser analisado como qualquer outro comportamento, ou seja, a partir da análise da relação da resposta da pessoa com as variáveis do ambiente.

Sabemos que as respostas são mantidas pelas consequências reforçadoras e o comportamento de autocontrole está diretamente relacionado a uma escolha de respostas concorrentes.
Explicando: quando o indivíduo está diante de contingências conflitantes e precisa escolher entre duas respostas que têm diferentes consequências.

Vejamos alguns casos: uma pessoa precisa fazer dieta alimentar por causa de um problema de saúde – diabetes, por exemplo, mas não se controla diante de doces. Ou ainda: um estudante precisa escolher entre ficar em casa no final de semana estudando para o exame final de uma matéria na qual está precisando de nota ou ir para a praia com os colegas. E, como estes, poderíamos citar inúmeros outros.

Em ambos os casos, há um conflito entre uma consequência reforçadora imediata: comer o doce ou aproveitar o final de semana na praia com os amigos e outra consequência reforçadora a longo prazo: maior qualidade de vida com a diabete controlada ou conseguir a nota na matéria, passar de ano e poder seguir em frente com os estudos.

As consequências controlam o comportamento humano, mas é possível manipular as variáveis do ambiente e controlar parte do seu comportamento, ou seja, o prazer de saborear o doce ou a diversão na praia deixam de controlar a resposta do indivíduo, o qual, mantendo a dieta ou estudando durante o final de semana, está controlando seu comportamento por consequências a longo prazo: qualidade de vida e passar de ano na escola. Como você agiria nestas situações? Qual seria sua escolha?

Vitor Pedro Calixto dos Santos,
CPR 06/91521, é especialista em Terapia por Contingências
de Reforçamento, ITCR-Campinas







Pessoas que leram este artigo também leram:

Deixe seu comentário:

Comentar


Código de segurança
Atualizar